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E
entrando no pátio de armas do Castelo Velho, com muitas tochas acesas, ao
ar livre, estavam as mesas tão formosas e tão guerreiras, que era muito
para folgar de ver. El-Rei, a Rainha e os convidados comeram todos em uma grande mesa à parte, com muitos grandes dorséis de brocado. A
consoada dourou mui grande espaço porque houve infinitas e diversas
iguarias e manjares; e a copeira era coisa espantosa de se beber. E
acabado houve muitos e ricos momos e mui singulares entremeses, cada vez
com mais riquezas, gentileza, melhores invenções, que duraram até cerca
da manhã.
Um dos pontos altos do evento são os banquetes medievais. A gastronomia é um dos melhores reflexos dos hábitos desta época. A ceia era um momento marcante na vida dos nossos antepassados, do qual não abdicavam. Poderiam durar toda a noite, desde que a mesa fosse farta de carnes como a lebre, o faisão, o cabrito, o porco, a vaca, sem esquecer as aves exclusivas da época. A animação era por conta dos números dos momos, jograis e trovadores que alegravam os comensais. O som melodioso do alaúde e da harpa acompanhava o canto destes. A regar o repasto, serviam-se vinhos com mel, sidra de maçã e cerveja. Os banquetes eram serão inesquecíveis e, da mesma forma, o serão para quem quiser provar as iguarias medievais.
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