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E
outra cousa formosa para se
ver foi o cortejo, em que el-rei
com a rainha
companhados de todos os
oficiais vestidos de brocados e pelos
moços fidalgos e damas da corte, ricamente vestidos, saíram da cerca
pela porta da vila, desceram o
cerro do castelo e desfilaram
entre filas de povo pelas
ruas fora das muralhas De
fora, de todo o Algarve e do Reino de Portugal, e da vizinha Aiamonte
e de outras terras de
Espanha e de outros
desvairados sítios tinham chegado muitos forasteiros para admirar coisa tão
digna. A gente era tanta que não se podia reger nem ordenar. Afrente
iam trombetas e outros instrumentos e
o estrondo das trombetas, atambores, charamelas e sacabuxes, e de
todolos ministréis era tamanho que não se ouviam as conversas.
Este grandioso evento, marcante para a população e visitantes de Castro Marim, tem início com um desfile histórico pelas ruas da vila. Trajando roupas da época, toda a hierarquia social, desde o rei ao servo, passeia pelas ruas da vila. Nobreza, clero, burguesia, em simultâneo com malabaristas, equilibristas e bobos, espalham, por toda a parte, a magia da época.
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